domingo, 3 de abril de 2011

 

Filmes e pessoas

Neste sábado pela manhã, dando uma passada nas lojas Americanas procurando alguns dvds pra aumentar o pequeno acervo, tive duas gratas surpresas. E não foi exatamente nos dvds que encontrei, mas nas pessoas que observei enquanto procurava os filmes.

Uma delas foi uma senhora de cerca de 50 a 60 anos, dedilhando os dvds, mas com um olhar diferente, mais atento, de quem sabe o que procura. Logo em seguida ela foi abordada por uma amiga mais jovem, que a encontrou ali por acaso, aí elas ficaram conversando, sobre filmes e tal (e neste momento eu já estava tão próximo que praticamente estava na conversa, pois ela era muito simpática e se dirigia a mim também enquanto falava), quando esta senhora sacou da bolsa - "Olha o que eu comprei!" - o que ela havia adquirido antes de estar ali: abriu a bolsa e retirou um pacote da Espaço Vídeo com a segunda temporada completa da série Stargate. A amiga perguntou do que se tratava a série, e ela descreveu, falando sobre viagens a outros mundos, etc, e que havia visto a primeira temporada e achado "muito bonito" (palavras dela). Achei sensacional aquilo (eu nunca assisti Stargate, mas acreditei na explicação da senhora). Depois ela se despediu, dizendo que aos sábados gosta de ir ao shopping, comer um pedaço de pizza com uma taça de vinho, pois sábado não é dia de cozinhar. Figuraça, né?

E quando eu estava já quase indo embora, dvds escolhidos, vi chegar um pai, também com seus cerca de 50 anos, e seu filho de uns 13, por aí, e fiquei mais um tempo na volta deles, observando os papos. Não me chamem de louco, eu só fico olhando. Me senti quase como um paparazzo da anônima vida real :)

Pois a "relação cinematográfica" - poderíamos assim chamar - de pai e filho era fluente ali, um pegava um filme e mostrava pro outro "Esse a gente já viu no cinema, né?" Ou então, "Olha aqui, Jornada nas Estrelas - A Ira de Khan. Isso é um episódio?" e o pai responde, já opinando, que é um longa, mas que não é muito bom, foi um caça-níqueis. E aí eles vão passando pelos dvds, o pai mostrando Os Embalos de Sábado à Noite, ou Carruagens de Fogo, referindo-se a estes como clássicos, chamando a atenção para a trilha. Curiosamente o menino nutre um interesse por Gran Torino e o pai "Quer levar esse? Leva, então". Foi divertido também o momento "Olha esse aqui, Pretty Woman. Daquela música que tu tá tentando tocar..." e o menino imediatamente reproduz com a boca os primeiros acordes do clássico de Roy Orbison. Fiquei fascinado com tudo aquilo.

O gosto pelo cinema (e pela música, basta notar as referências musicais dos filmes citados acima) torna as pessoas melhores, sem dúvida. E mais divertidas.

Ah, o que comprei: O Campeão, com John Voight, de Franco Zeffirelli (finalmente vou rever o primeiro filme que assisti no cinema, há quase 30 anos); Taxi Driver dvd duplo; Uma Rua Chamada Pecado, com Marlon Brando, de Elia Kazan; Bonequinha de Luxo, de Blake Edwards, com a bonequinha Audrey Hepburn, e Antes do Pôr-do-Sol, de Richard Linklater, já que há uma semana havia assistido a Antes do Amanhecer.

É isso :)

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